TODOS PELA EDUCAÇÃO

 

04-09-2026


Todos pela Educação é uma organização da sociedade civil (OSC), sem fins lucrativos, que atua na área da educação pública brasileira. Não é uma autarquia e, portanto, não faz parte do governo. É uma ONG que procura influenciar e melhorar as políticas públicas e de educação no Brasil, principalmente a educação básica.  Produz estudos, acompanha indicadores educacionais e faz defesa de determinadas políticas públicas (advocacy). Os mantenedores são as fundações privadas, Itaú, Bradesco, Vale, Lemann, Vivo, Volkswgen, Vidigal, institutos do Unibanco, Natura, Votorantim, Península, iFood, Ternium, RBR e prisma.

As citadas mantenedoras têm escolas “experimentais”. Muito disputadas. Porém, somente o grupo Bradesco mantém uma rede de escolas. O importante é que continuem a subsidiar as políticas públicas educacionais. A questão da matemática é crônica.  

O movimento em tela veio a público enfatizar que 81,2% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental não possuem conhecimento em nível adequado de matemática, bem como 91,5% do ensino médio não alcançaram o nível esperado.

O relatório da citada OSC apresenta os níveis de aprendizagem dos estudantes da rede pública de 2005 a 2025, com base no Sistema de Avaliação da Educação Básica do MEC. Considerando os resultados dos alunos em níveis como “adequado” e “abaixo do básico”, o relatório mostra o desempenho dos estudantes do 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio.

Ao examinar a disciplina de matemática é possível observar que os estudantes do 9º ano com nível adequado de aprendizagem cresceram 10,9% nos últimos 20 anos da pesquisa. Em 2005 o nível de aprendizagem era de 7,9% e avançou para 18,8% em 2025. Um resultado muito insatisfatório, já que 81,2% não estavam adequados.

O cenário apresenta ainda maior nível de insatisfação no ensino médio, visto que a pesquisa revelou que os alunos ficaram, relativamente, estagnados. No ensino da matemática. O número de alunos com nível de aprendizagem adequado cresceu apenas 3,3% em 20 anos. No geral, menos de 10% dos estudantes referidos em matemática mostraram conhecimentos adequados.

A avaliação mais recente da OCDE disponível e o PISA 2022, que avaliou estudantes de 15 anos. Em matemática a posição brasileira é bastante fraca. O Brasil tem 379 pontos. A média da OCDE é de 472 pontos. Apenas 27% dos brasileiros atingiram o nível 2 ou acima, considerando o patamar mínimo de proficiência na OCDE, foram 69%. Só 1% dos estudantes brasileiros chegou aos níveis mais altos (5 ou 6) contra 9% na média da OCDE. Muito preocupante é que 73% dos jovens brasileiros ficaram abaixo do nível 2 em matemática. Isso significa que a grande maioria não consegue resolver sequer problemas em situação do cotidiano. O Brasil ficou entre os últimos colocados em matemática. Apesar da posição ruim, houve uma melhor brasileira e de longo prazo, conforme a OCDE. O que é importante e deve subsidiar o MEC.

 

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