CRESCIMENTO ECONÔMICO IMPULSIONADO PELA INOVAÇÃO

 

09-02-2026


O traço de união entre os três ganhadores do Prêmio Nobel de Economia de 2025 é de que o crescimento econômico é impulsionado pela inovação. A tese é de cerca de um século, levantada por Joseph Alois Schumpeter, na primeira metade do século XX, falecido em 1969, que formulou o conceito de “destruição criativa”. Os três economistas premiados, na prática, formalizaram matematicamente e expandiram a intuição dele. Os três economistas destacaram a importância da tecnologia, das novas ideias e do processo de que uma nova criação destrói uma pior ou arcaica anterior. Os laureados foram Joel Mokyr, de origem judaica, Philippe Aghion, francês, Peter Howitt, canadense.

A Folhapress de hoje coloca que “A discussão sobre crescimento econômico no Brasil costuma mais ser focada em questões de curto prazo, como baixar a taxa de juros ou bater a meta fiscal, mas no longo prazo, o que realmente determina a renda são o capital humano e a cultura, ao menos na concepção de Joel Mokyr, professor da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos e um dos três vencedores do Prêmio Nobel de Economia ... Mokyr estuda a revolução industrial. Para ele, o que gerou ‘o mar de revoluções’ desse período foi uma espécie de choque de oferta”.

A Folhapress prossegue “Um caso brasileiro de estímulo que ele cita é a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), que cumpre parte do papel de financiar a inovação tecnológica das firmas da agricultura. ‘É um recurso público que se coloca lá e que, depois, é distribuído aos usuários. Parte do sucesso do nosso agronegócio é resultado de uma política bem sucedida de inovações por parte de um laboratório público’ (referido por Gilberto Lima, professor da USP)”.

É a velha questão da fábula de Fedro “quem vai botar o sino no gato”. Ou seja, cabe ao Estado incentivar também a pesquisa industrial, comercial e de serviços. Ou não? Na verdade, o Estado deveria fazer investimentos que resultassem em progresso econômico. Porém, no Brasil se faz muito “programas sociais”, em parte, importantes, mas que no dizer de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, na música de “Vozes do Sertão”: em palavras semelhantes “mas, senhor uma esmola, para um homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”. Comparar com o que ocorre com o Programa Bolsa Família.

Vá procurar um trabalhador não qualificado e veja quem quer realmente trabalhar. Não se encontra de forma normal.                  

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