DEFICIT PROJETADO DAS ESTATAIS
13-02-2026
Historicamente, as empresas estatais são “chegadas” aos
prejuízos. Até mesmo o Banco do Brasil, que já foi liquidado em 1829, criado em
1808. As causas foram má gestão, emissão excessiva de papel moeda e problemas
fiscais do império. Há comentários de que Dom Pedro I, quando voltou para
Portugal, levou as reservas de ouro do Brasil. O segundo Banco do Brasil foi
estruturado a partir de 1853 e a instituição evoluiu até o banco atual. Os
momentos de crises aconteceram no império, em 1929, na hiperinflação de 1980, na
crise bancária dos anos de 1990, na crise mundial de 2008, na pandemia de 2020.
Mesmo assim, sendo um banco de participação majoritária do governo tem
apresentado lucros. Mas já teve reestruturações, capitalização pelo Tesouro e
mudanças no modelo de atuação. É o grande banco da agropecuária e muitas vezes
na história fez anistia, prorrogações de dívidas e reduções de dívidas.
Hoje aas notícias são de que o lucro do Banco do Brasil caiu
mais de 40%, em 2025. Há notícias de que a “grande” petroquímica Braskem, cuja
a Petrobras agora não quer mais assumir seu controle, parece que deu um “mico”
de ações da sua controladora (antiga Odebrecht), de R$3,2 bilhões. Por outro
lado, o Banco Master estaria fazendo o Banco do Brasil reforçar o Fundo Garantidor
de Crédito em R$5 bilhões. Enfim, Odebrecht, Braskem, Banco Master, fraudes no
INSS, dentre outros, são caixas de grandes proporções de prejuízos e corrupção
para muitos investidores e ao povo brasileiro.
Não sem motivo, a ONG Transparência Internacional, ao
divulgar anteontem o Índice de Percepção da Corrupção, que realiza desde 1995,
para o ano passado examinou 182 países, classificando o Brasil em 107º lugar.
Em posição estagnada.
Para este ano, o governo federal está projetado um déficit consolidado
das estatais federais de R$1,084 bilhão, conforme primeiro decreto de programação
orçamentária e financeira deste ano. Porém, a previsão para o déficit primário para
o ano todo era de R$11.084 bilhões.na estimativa inicial. Entretanto, pela Lei
de Diretrizes Orçamentárias foram excluídos R$10 bilhões da Empresa Brasileira
de Correios, que tomou R$12 bilhões na rede bancária, com aval do Tesouro,
mediante plano de reequilíbrio econômico-financeiro da instituição. Mas, os
Correios deixaram de pagar R$3,7 bilhões em compromissos com fornecedores,
tributos federais e fundos ligados aos servidores, visto que vem operando com
prejuízos operacionais.
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