MAPEAMENTOS E FINANCIAMENTOS PARA MINERAIS CRÍTICOS
08-02-2026
Depois que a China respondeu às
elevações de tarifas sobre as suas exportações pelos EUA, ela o fez, colocando
obstáculos no fornecimento de minerais críticos de terras raras, nas quais,
acredita-se, que ela tem domínio de cerca de 90% e tem as maiores reservas
deles do globo.
Foi então que os EUA sentiram suas
vulnerabilidades de suprimentos de matérias primas de raridade e essenciais,
visto que as suas empresas, notadamente, aquelas de alta tecnologia, estão cada
vez mais sofisticadas e requisitantes de minerais nobres.
Dessa maneira, os EUA estão
organizando um chamado de bloco internacional de minerais críticos, composto de
54 países, para os quais os EUA oferecem técnicos para os mapeamentos e
financiamentos de R$100 bilhões para a exploração de minerais em terras raras.
Os alvos são os países com grande
potencial mineral como o Brasil, Indonésia e países africanos, de preferência, mesmo
aqueles do controle da órbita da China, sua principal concorrente.
No caso brasileiro, o conhecimento
sobre o subsolo é muito limitado.
Atualmente, somente 30% do território
está mapeado, na escala 1.100.000, que é a mais precisa. Os gargalos na área
mineral levam ao desconhecimento e aos riscos de ocupação, dado que o subsolo é
considerado do Estado. Agora mesmo se vê um presidente norte-americano
ameaçando ocupar um território imenso, a Groelândia, extensa área de
desconhecimento do subsolo e se acredita que possui minerais estratégicos. De
igual modo, a pretexto de combate o narcotráfico os EUA invadiram a Venezuela, sequestraram
o seu presidente e esposa, levando-os para julgamento em Nova York, quando sua
verdadeira intenção é voltar a dominar o ciclo do petróleo lá e, para isso,
está levando de volta suas empresas e tutelando um novo governo venezuelano. Os
EUA têm 800 bases militares pelo globo, em parceria ou não com os países
hospedeiros. Fala-se que no Brasil estão na base de Natal e de Fernando de
Noronha. Isto porque foram utilizadas na segunda guerra mundial.
Por seu turno, a participação
externa em atividades de mapeamento geológico e financiamento leva a suscitar
debates sobre a soberania nacional e controle estratégico de informações sobre
o subsolo. Veja-se o caso das jazidas de ouro e de urânio sobre sigilo em
território nacional. Até mesmo brasileiros não sabem se já contam ou não com o
capital estrangeiro nessas áreas.
Enfim, a área mineral é a grande “desconhecida”.
Satélites internacionais já sabem muito sobre o território e o subsolo
brasileiro. Os projetos de investimentos na área são caros, de elevado
conhecimento tecnológico, daí, o uso de inteligência artificial nas maquinas de
mineração, sendo a grande informação em curso para desbravar áreas ainda não conhecidas
e de riqueza sem par.
Comentários
Postar um comentário