PODER IMPERIAL

 

14-02-2026


Os EUA anunciaram ontem a emissão de duas licenças gerais, que autorizam cinco grandes petrolíferas multinacionais a voltarem para a Venezuela, a fim de explorarem e comercializarem o petróleo, retiradas as sanções que lhes tinham sido colocadas pelo governo venezuelano. O retorno da americana Chevron, da italiana ENI, da espanhola Repsol, das britânicas BP e Shell. Este é poder imperial dos EUA, que se dá pelo uso da força militar, dirigida pelo Pentágono, da força do dólar, dirigido pelo Federal Reserve e, pelo Departamento de Estado, dirigido por Marco Rubio, além do presidente Donald Trump. As licenças autorizam todas as negociações das referidas multinacionais, referentes ao petróleo da Venezuela. Ademais, as autorizações ampliam o leque para aquelas empresas internacionais que desejem ir ou retornar ao território venezuelano.

O que se conhece é que os EUA invadiram a Venezuela, retiraram seu presidente e esposa, tendo declarado o motivo, para julgamento por tráfico de drogas, em Nova York, colocaram a vice-presidente de lá, na presidência interina e forçaram ela a declarar que estão próximas as eleições gerais e livres naquele país.

O tom foi elevado também para a União Europeia, mediante ameaça de anexação da Groelândia. Sem dúvida, em direção também a explorar o subsolo regional.

No caso de Cuba, a ameaça de intervenção também existe, depois de cortar o fornecimento de petróleo venezuelano. Cuba sofre um apagão. E a Rússia disse que irá fornecer petróleo para que a Ilha resista.

No caso do Iraque, os EUA avisaram que, se a oposição ganhar as eleições, de que cortarão a ajuda externa desde a sua invasão.

No caso do Irã, uma força militar já está se preparando para invadir e os EUA já declararam que seria bom que o regime político atual deixasse o poder e convocasse as eleições. Se não o fizer, eles pretendem fazer.

Os EUA mantem um efetivo de milhões de militares para suas ações, a partir de 800 bases militares pelo globo.

Mantem a maioria da moeda em circulação, o dólar, não obstante a China e outros países menores procurem fazer negociações em moeda local.

Enfim, tem feito Donald Trump, desde janeiro de 2025, um protecionismo econômico e comercial, impondo tarifas adicionais aos seus parceiros, afirmando que querem fazer os EUA novamente grande, como se não o fosse.

Encontra-se, assim, o mundo em retorno e fortalecimento do imperialismo capitalista.

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