CONTROVÉRSIA SOBRE AS TARIFAS
21-07-2026
Amanhã os EUA farão vigorar as
tarifas de importações sobre cerca de 3.000 produtos brasileiros. Para os EUA o
Brasil exporta produtos semielaborados e manufaturados, que o País ganha na concorrência
com as empresas de lá. As exportações brasileiras para os EUA têm alto valor
agregado, geram mais empregos e são boas para o País. Para outros países, tal
como a maior parceria, que é a da China, mediante 22% do total exportado,
exporta-se materiais primas e menos produtos elaborados, de baixo valor
agregado. Ou seja, maior tonelagem e menor valor relativo. Portanto, os 3.000 produtos referidos a serem
exportados, relativos a uma cesta de 9% das exportações têm muitos benefícios
para o País.
Os produtos exportados, ao
receberem tarifas, ficarão mais caros para o povo norte-americano, além do
importador poder trocar de parceiro ou de estimular a produção interna, que tinha
perdido na competição, mas que agora ganhou nova proteção tarifária. Ressurgir
empesas de pequeno e médio porte gera novos empregos. O objetivo de Donald
Trump é este, além dele alegar que a troca tem sido desigual entre os países,
mesmo tendo balança comercial superavitária com o Brasil. Para o Brasil, a tarifa
média de 25%. Para o Canadá, será de 50%. Trump quer proteger mesmo seu mercado
doméstico e gerar receitas adicionais.
O Prêmio Nobel de Economia, Paul
Krugman, de 2008, que ganhou sozinho a referida láurea, publicou artigo ontem,
no site Substack, dizendo que as tarifas não vão funcionar e fortalecerá o
governo do presidente Lula. “Usar tarifas para punir o Brasil por suas conquistas
monetárias não terá sucesso”. Aqui, Krugman misturou as tarifas com o Pix,
alegando que a segunda intenção de Trump é o vitorioso Pix. Mas, contra ele não
pode fazer nada. Quanto as tarifas, ele alega que há troca desigual e a equipe
brasileira que esteve nos EUA, negociando tarifas adicionas não logrou êxito e
isto foi por estes dias. Como as tarifas, em parceiros mundiais, não irão
funcionar? A economia norte-americana está em crescimento gerando mais empregos.
Claro, que para o Brasil não vai ser bom e se deverá lutar para torná-las menores
ou sem efeito. Trump é da “arte da negociação” (nome do seu livro best seller).
Elevou as tarifas em 2025 e depois as abaixou. ´É o jogo dele.
Paul Krugman é economista
veterano, professor da Universidade Nova York, aposentado como articulista do
New York Times, adversário de Trump, não sendo filiado a nenhum partido
político, identificado como um economista de orientação liberal/progressista
(que corresponde ao centro esquerda em muitos países). Já, Trump é republicano,
conhecido como direitista.
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