DOZE DIAS DE IRA E PETRÓLEO VOLTOU A CEM DÓLARES
24-07-2026
A conjuntura econômica piorou no
globo, depois de reacender-se a guerra no Oriente Médio, de um lado, os EUA doze
dias seguidos de bombardeios no Irã. Já são 146 dias de guerra. De outro lado,
o Irá retornou a fechar o estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, além dos houthis,
aliados do Irã, ameaçam fechar o estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Mar
Vermelho ao Golfo de Aden ao Oceano Índico, estreitos referidos por onde passam
os barris do petróleo, principalmente do Irã e da Arábia Saudita, esta, a maior
produtora daquela commodity no mundo. Os preços dos barris voltaram a passar de
100 dólares.
Por sua vez, os EUA já tinham
elevado as tarifas para vários países, de 25%, incluindo o Brasil, e de 50%
para o Canadá. Ontem, os EUA também elevaram as tarifas de um grupo de países
que utilizam “trabalho forçado ou escravo”, no dizer deles, tarifas adicionais,
variando de 10% a 15%, em cima dos 25% e, novamente, atingiram as exportações brasileiras
de milhares de produtos elaborados. O governo disse pretender acionar a lei de
reciprocidade e os sindicatos patronais da indústria dizem que se deve “dar um
tempo” e contribuir nas renegociações. Assim, a guerra comercial se fortaleceu.
O fato é que, ao impor tarifas ao comércio mundial, os EUA criam mais empresas
competitivas, geram mais empego e procuram reduzir os efeitos inflacionários
recorrentes. Por seu turno, as estatísticas de emprego nos EUA vêm se ampliando
e eles creditam isto ao protecionismo.
Para o Brasil, o Fundo Monetário
Internacional avalia que as circunstâncias favorecem o País, visto que a
Petrobras é exportadora líquido de petróleo. Porém, também, desfavorecem poque existem
fortes pressões inflacionárias, custo de vida em alta, fazendo com que o quadro
econômico não conduza à redução das taxas básicas de juros futuras, o que
compromete o crescimento econômico, projetado muito baixo, em 2%, quando o País
necessita crescer mais, além da continuidade do déficit primário, pressionando
para cima a dívida pública.
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