PODER E CONTROLE DO SISTEMA FINANCEIRO

 

22-07-2026


Os analistas financeiros, economistas, técnicos, políticos, muitos deles tem afirmado que o Pix é o modelo financeiro brasileiro, que está fazendo os EUA perderem o poder e o controle financeiro no Brasil. Um exagero. Os EUA têm comandado as transações financeiras internacionais, forte presença no banco do bancos (o Banco de Compensações Internacionais), no sistema Swift,  bem como no sistema financeiro global, em geral, desde, pelo menos, depois da segunda grande guerra, com o maior centro do mundo, em Nova York, tendo os maiores bancos do globo, o Federal Reserve (banco central deles), emissões de dólar, que participa de 80% do giro  de dinheiro, seu Departamento do Tesouro (onde se tem o forte Knox, tido como a maior reserva de ouro do mundo), sendo o maior cotista do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento, todos com sede em Washington, além da forte presença na Organização das Nações Unidas, também, baseada em Nova York, dentre outras participações.

Como referido aqui, ontem, Paul Klugman, economista, sozinho, ganhador do Prêmio Nobel de 2008, julga que as tarifas de 25% sobre os produtos industrializados brasileiros é uma represália ao Pix. Mas, aí, Klugman não tem razão. Uma coisa é a área financeira e outra coisa é a área comercial. Só se ele está se referindo ao efeito colateral da represália. O fato é que o Pix é mais barato, mais rápido, instantâneo e um modelo que se multiplica em muitas formas de pagamentos. No Brasil, o professor da UFRRJ, Maicon Cláudio da Silva é mais radical, declarando que as tarifas têm relação direta com a perda do poder e controle financeiro do Brasil. Distância clara entre a área comercial e financeira. O fato é que os EUA não têm como mexer no Pix. A propósito, a China não trabalha, por exemplo, com os poderosos cartões Visa e Mastercard, cartões, em geral, que declararam que perderam e perdem dinheiro no uso do Pix, eles que são mais caros.

Por seu turno, o Pix retornou ao centro do debate econômico com publicações na revista londrina The Economist e, no jornal dos EUA, o Wall Street Journal, destacando o sucesso do sistema de pagamentos brasileiro e refutado alegações de analistas econômicos, que atribuem ao presidente Trump ter colocado tarifas de 25% nas exportações brasileiras de manufaturados. Ora, o império só quer ganhar.

 

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