POPULAÇÃO OCUPADA SE ESTABILIZOU, EMBORA O DESEMPREGO CAIA
31-07-2026
Veja-se se não é uma contradição na
economia brasileira, pela estatística mais recente do IBGE e qual a origem
dela? O IBGE vem demonstrando quedas históricas do índice de desemprego no
País, através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD
Continua), iniciada no primeiro trimestre de 2012.
A taxa de desemprego é divulgada,
trimestralmente, sendo esta última do trimestre encerrado em junho, a menor de
todas as divulgadas desde então, que ficou em 5,46%. A estatística representa
queda em relação aos 6,10% do trimestre encerrado em março, bem como fica
abaixo dos 5,80% registrados em junho do ano passado. Porém, informou o IBGE,
que na série dessazonalizada a referida taxa ficou, marginalmente, para 5,50%,
em comparação com os 5,46%, sinalizando uma trajetória de estabilização, após o
recuo dos meses anteriores. O mercado de trabalho segue resiliente, mas com um
dinamismo em redução.
A economia continua com um
crescimento baixo neste ano, ainda menor do que os 2,30% do ano passado,
conforme projeções das medianas de cerca de 130 instituições financeiras,
consultadas pelo Banco Central, na semana passada, O que ele vem fazendo desde
o ano 2.000. A taxa de desocupação caiu e a economia se mostra crescendo com taxas
baixas. Aí está a contradição, visto que a população economicamente ativa há
vários meses não passa de 103 milhões. E por que isto? Muita gente não está
trabalhando como deveria, isto porque os governos federal, estaduais e
municipais alimentam os programas sociais, ficando muitos milhões sem
trabalhar, recebendo somente auxílios, sendo eles, os do Benefício da Prestação
Continuada, os do Programa Bolsa Família e de outros auxílios do INSS, além
daqueles do Programa “pé de meia”, do auxílio gás, os quais desestimulam um
grande contingente, que não se declare como procurando emprego. Sim, a
estatística de 5,46% do IBGE é somente incluindo aqueles que dizem que querem
trabalhar. Quem nada fala de estar em desemprego e de que não quer trabalhar,
não ingressa no citado indicador. E, aí, está a origem da produtividade da
economia ser muito baixa, da produção ser bem reduzida e daqueles que querem
trabalhar, sejam formais ou informalmente, no conjunto, não correspondam nem a
metade da população. É pouca gente trabalhando e muita gente vivendo de
benesses dos governos em 27 unidades federativas e em 5.570 municípios.
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