ARMINIO FRAGA VEIO DA EQUIPE DE GEORGE SOROS
17-08-2026
A política econômica é a parte
técnica da política em geral. Ganha jogo. Quando FHC esteve mal, no seu segundo
mandato, restabeleceu a política monetária, convidando Armínio Fraga, para ser
presidente do Baco Central, de 1999 a início de 2003, saindo antes do primeiro
mandato de Lula. Na época, FHC havia recorrido ao FMI para tomada de
empréstimos, visando fechar o caixa em moeda externa, já que o Tesouro ficou
esvaziado de dólares, e as taxas básicas de juros, em alguns instantes foram
superiores a mais de 40% ao ano. George Soros, especulador em moedas
internacionais, cedeu um dos seus assessores para o governo brasileiro. Hoje,
Fraga é dono de empresas do mercado financeiro, consultor e investidor.
Em entrevista de ontem na Folha
de São Paulo, ele afirmou que o Brasil está repetindo erro que antecederam à
crise do governo de Dilma Rousseff. A comparação dele não é de que a situação
atual seja uma reedição daquela de 2014 a 2016, quando houve 11 trimestres
recessivos seguidos.
Fraga aponta para :1) a expansão
dos gastos públicos, especialmente em ano eleitoral; 2) falta de coordenação da
política econômica; 4) um Banco Central tentando conter inflação, enquanto o governo pressiona para
expansão dos gastos; 3) deterioração fiscal, deixando difícil herança para o
próximo governo; 4) tentativa de estimular a economia no curto prazo, apesar
dos problemas estruturais; 5) crescimento do endividamento e da inadimplência,
que já estariam afetando crédito pessoal e varejo; 6) ideia de que o governo está procurando dinamizar
a economia, via despesas públicas, sem resolver o problema fiscal.
Enfim, Fraga está dizendo que o
País está vivendo uma crise parecida como a de Dilma. A observação é de que
sinais semelhantes antecederam aquela crise e que estariam reaparecendo,
especialmente na área fiscal. Por seu turno, ele afirma que os dados sobre o
desemprego aberto são muito bons (aqui se discorda porque há esconderijos como
o Bolsa Família), mas que os dados estão justamente mascarando a deterioração
fiscal.
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