CENÁRIO POLÍTICO E FISCAL

 

14-08-3026


O cenário político e fiscal parece contaminar a bolsa de valores. A tradicional cautela dos investidores estrangeiros no Brasil, em situação de proximidade de disputa eleitoral majoritária, bem como os altos juros futuros vieram mais cedo. Depois de um primeiro trimestre de forte ingresso de capitais estrangeiros na bolsa de valores, os movimentos começaram a virar no segundo trimestre. Em maio saíram de forma líquida cerca de R$15 bilhões, a maior saída em quatro anos. Em junho teve nova retirada próxima de R$8 bilhões. Em julho, houve ingresso de R$ 2 bilhões. Nos primeiros sete pregões de agosto já saíram em volta de R$12 bilhões. O fluxo acumulado no ano ainda é positivo, mas a situação claramente mudou e sinaliza cautela. Na verdade, os capitais internos e externos reagem às especulações. Os vendedores insistem em que a bolsa está barata. Os compradores de que está cara. É o jogo de empurra em que o incauto se queima.

Na verdade, os candidatos a presidente não têm demonstrado ainda seus planos de governo, se eleito. Por outro lado, a situação das finanças públicas tem sido de déficits primários, o que pressiona para à tomada de dinheiro e a juros altos. O alerta já estava na preferência pelas aplicações em renda fixa. O fato é que o País crescerá ainda menos neste ano do que no ano anterior, que já fora baixo. O fato é que há uma grande insatisfação na economia, de entes que raciocinam bem. Porém, para queles que recebem benefícios sociais continuados a situação está “boa” e as estatísticas eleitorais comprovam que votarão no candidato da situação.

Novamente, aqui se refere ao fato de que no País se aprende muito pouco de matemática, o ensino é ruim, bem como a leitura, conforme atestam as estatísticas da Organização para o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que faz um apanhado mundial do grau de progresso das nações.  

 

 

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