GRAU DE INVESTIMENTO
10-08-2026
O grau de investimento é o selo
de bom pagador que pode receber um país ou sociedade, colocando-o em situação
de atratividade de investimentos produtivos, tanto para capitais domésticos e,
principalmente, para capitais internacionais. Claro que isso é bom, vez que o
investimento é que impulsiona o desenvolvimento econômico. Cia-se sempre o caso
da China. Até 1979 era considerada entre as 50 maiores economias. Porém, abriu
a sua economia para o mundo e veio obtendo, desde então elevadíssimas taxas de
crescimento, havendo um longo período em que obteve mais de 10% de incremento
do PIB ao ano. Está em segundo lugar disparada na formação de riqueza e de
progresso.
O Brasil é um país que já nasceu
devendo. Em 1824, Dom Pedro I transferiu dívida portuguesa para o Brasil pagar
e este veio relutando até o final do século XX com grande incapacidade de equacionar,
o financiamento para o desenvolvimento, para a sua classificação entres os
países mais prósperos do globo. Trata-se de um país que, segundo o Banco
Mundial. Encontra-se na armadilha da renda per capita média, lutando para ficar
na ponta de lança. Obter o grau de investimento significa pagar juros menores
pela tomada de financiamentos. Toda instituição precisa de financiamento, seja
com recursos próprios, seja com recursos de terceiros.
O Brasil passou a ser considerado
“grau de investimento” entre 2008 e 2009, ao receber o selo das certificadoras
internacionais Standard & Poor’s, Fitch Ratings e Moody,’ , baseadas no maior
centro financeiro do mundo, Nova York. A perda da certificação se deu entre
setembro de 2015 a fevereiro de 2016, período dentro do qual o País teve 11
trimestres recessivos, de 01-01-2014 a 31-12-20216. De lá para cá, quase dez
anos, que não o reobteve. Não sem motivo, a deterioração da sua situação fiscal,
incorrendo em déficits primários anuais, depois de 16 anos de superávits
primários seguidos. A dívida pública sore o PIB veio crescendo, desde então,
estando bastante elevada, por volta de 90% do PIB.
Ontem, em debates em São Paulo, a
agência de classificação de risco Moody’s afirmou bem claro de que só voltará a
conferir o grau de investimento, quando o governo fizer o ajuste fiscal,
calculado, por ela, de cerca de 2,5% do PIB.
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