PREVISÃO DO BRADESCO DE QUE A INFLAÇÃO PERDE FORÇA
08-08-206
O Banco Bradesco tem, como todo
grande banco, uma equipe de economistas estudando os fundamentos da economia brasileira.
Eles se entendem com o Banco Central, como deve ser. Porém, o que o Bradesco
estima é de que a inflação, antes prevista para encerrar este ano em 5,3%, poderá
encerrar-se em 5,0%. O Bradesco afirma, em relatório de mercado, que as pressões
inflacionárias dos últimos tempos está se dissipando mais rápido do que
esperava. Para 2027 estima que a inflação poderá ser de 4,1%. Mediante tais
expectativas, o Bradesco acredita que ainda neste ano, a taxa básica de juros
possa ser menor do que 13,75%, conforme previsão semanal do sistema bancário,
auscultado semanalmente pelo Banco Central. Os sinais percebidos pelo Bradesco
são aqueles que, obviamente, os economistas estão vendo, de que a guerra do
Oriente Médio está caminhando para um desenlace e que os preços dos barris do
petróleo, em sua volatilidade, estão tendendo à baixa cada vez mais, embora em níveis
mais elevados que a pré-guerra. Entretanto, se as escaramuças reiniciarem os
preços dos barris de petróleo tenderão a subir e a previsão dele não ocorrerá.
O fato é que, a economia
brasileira de curto prazo, tem sido frágil, com respeito à inflação, devido a
que 30% dela é de preços das importações e que 70% são das expectativas de nacionais,
que, sempre estão ávidos para elevarem preços dos seus produtos, conforme se observa,
semanalmente, na rede supermercadista.
Mais uma vez, é fato, de que o
País convive com uma inflação insinuante, por volta de 5%, de comportamento
previsível, assim como também é a taxa básica de juros, mantida acima de dois
dígitos, porque o governo federal tem déficits primários e estão sempre ávidos a
tomarem dinheiro emprestado.
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