PROJEÇÕES DE MERCADO
04-07-2026
De repente, mais uma vez, os EUA
deram sinais de que querem fazer um acordo com o Irã, para colocar fim à guerra
no Oriente Médio, que ele mesmo começou, que já dura mais de seis meses, mas
que foi projetada, pelo próprio EUA, para poucos meses. Porém, não tem sido o
que parece. Ele bombardeia o Irã e para. Recomeçou várias vezes. O Irã, que
mais tem perdido, inclusive, com cerca de 10 mil vidas humanas, diz que não
quer acordo, e sim, reparações. Os preços do barril de petróleo, que na semana
retrasada ultrapassaram cem dólares, voltaram a convergir para oitenta dólares,
na semana passada. Isto está estimulando projeções de mercado de pequenas melhorias,
nesta semana de reunião do Comitê de Política Monetária. O fato é que há um
consenso de redução de pelo menos 0,25% na taxa básica de juros, na SELIC. A
acreditar nas perspectivas semanais do mercado financeiro quanto ao PIB,
inflação, taxa básica de juros e taxa de câmbio, passam despercebidos os
efeitos danosos do rombo nas contas púbicas e no incremento da dívida pública.
Justamente, esta que cresce muito e exige que o mercado pratique elevadíssimas
taxas de juros. Os déficits primários, desde início de 2023 tem pressionado o
caixa. As medianas atuais dos indicadores de mercado pesquisados quase nada
mudaram.
Assim, as projeções medianas de
mercado par 2026 são: PIB de 1,99%; inflação pelo IPCA de 5,03%; taxa básica de
juros de 13,75%; taxa de câmbio de R$5,20.
Dessa maneira, por que o PIB não
cresce mais? Sem dúvida, quanto mais dinheiro em circulação, mais pode ser
aumentada a produção, menos, relativamente, pode ficar na esfera financeira.
Entretanto, a economia brasileira vem sendo engessada, desde, pelo menos, 1946,
primeiro ano depois da segunda grande guerra mundial, quando a carga tributária
era de 13,84%, segundo a série histórica do IPEA, que fora criado em 1967, já
que não havia estatísticas oficiais da época.
A carga tributária passou de
aproximadamente 14% do PIB, na segunda metade da década de 1940, para cerca de
32,4% do PIB, atualmente, segundo estimativa do Tesouro Nacional. Isso
significa que, em relação ao tamanho da economia, o peso dos tributos é hoje
mais do que o dobro do observado, no período da Constituição Federal de 1946. Refere-se
aqui à carga tributária buta do governo geral. E o governo procurando taxar
mais ou descobrir novas fontes de tributação. A pensar de que, na etapa
colonial, houve a Insurreição Mineira contra a lei do quinto do ouro. Ou seja,
20% de imposto sobre o ouro. A carga tributária atual é um acinte para a
economia b4asileira, visto que ela também está impossibilitada de crescer mais
e sair da armadilha de país de renda média, segundo o Banco Mundial, na qual
está há muitas décadas, sem conseguir chegar a ser pais de renda elevada, nada
obstante os seus imensos recursos naturais e potenciais, tanto do seu trabalho
como do seu capital. Nos últimos anos, o Banco Mundial também tem alertado para
a chamada “armadilha da renda média”, países, como o Brasil podem permanecer por
muito tempo na faia da renda média se não conseguirem elevar a produtividade, a
inovação e o investimento em capital humano.
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