VOLATILIDADE DE ATIVOS
13-08-2026
Os banqueiros internacionais
acompanham a economia de vários países e de suas empresas, tal como procede o
tradicional banco, JP Morgan, baseado em Nova York, centro financeiro global.
Observando a economia brasileira, ele verificou que existe considerável
volatilidade dos ativos nacionais, devido às elevadas taxas de juros
praticadas, o que tem inibido os investimentos privados, sendo projetada uma
baia taxa de crescimento para este ano, deterioração do mercado de crédito,
desafios fiscais e incertezas eleitorais, o que esboça uma recomendação, saindo
de overweight (tradução acima do peso ou acima da média, em termos de riscos) para
neutra (igual à referência), Em resumo, ele recomenda cautela ao aplicar em
ativos brasileiros, principalmente, em ações.
A decisão do JP Morgan também
reflete o provável fim do ciclo de baixa da taxa básica de juros, o que o
mercado já vinha precificando, devido aos três cortes tímidos, de 0,25% cada,
desde o início do ano. Agora foi feito o quarto, no total, 1,00%, de 15% para
14%, sendo colocada ontem, em primeiro lugar na maior taxa real de juros do
mundo, de 9,67%, citado no Money You/Lev Intelligence, depois da divulgação pelo
IBGE da inflação de julho de 0,07%. Estava em segundo. Agora em segundo está Rússia,
com 9,09%. Em terceiro, a Turquia.
Na prática, a recomendação do JP
Morgan significa que os investidores devem manter o Brasil em suas carteiras,
de acordo com o peso que o País já possui em benckmarks (indicador de comparação),
como o MSCI Emerging Markets (índice). Antes o JP Morgan admitia e defendia uma
exposição maior do que a atual.
O fato é que o mercado acionário
brasileiro, depois de subir cerca de 34% no ano passado, fechando em mais de
160 mil pontos. No pico deste ano chegou a subir a quase 200 mil pontos, por
volta de 24%. No entanto, oscilou para menos e o Ibovespa sobe 4,3% do primeiro
dia do ano até hoje. Claro que não se sabe o que irá acontecer. Façam as suas
apostas. Quer mais volatilidade do que essa?
Vendo cinco anos, em 2021 o
Ibovespa recuou – 11,93%; em 2022, subiu 4,69%; em 2023, subiu 22,28%; em 2024,
recuou – 10,36%; em 2025, subiu 33,95%.
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