A CHAVE DO DESENVOLVIMENTO ESTÁ NO PRODUTO POR TRABALHADOR
10-09-2026
A chave do desenvolvimento
econômico está no produto por trabalhador, ou seja, na produtividade. Os países
desenvolvidos e, principalmente, certos países emergentes, tais como a Índia e
a China, promoveram mudanças na educação formal do seu povo, de tal maneira
que, na Índia, desde a independência da Inglaterra, que eles mandam seus filhos
estudarem nas melhores universidades do mundo, que, ao se formarem voltariam à
Índia e lá ficariam, para promover o processo evolutivo, em progressão
geométrica. Na China, desde a “revolução cultural” que se sucedeu, a partir dos
anos de 1980, aquele país passou de mais de 20º lugar para a segunda economia
do mundo. A Índia está com o quinto PIB do globo. A produtividade do trabalho é
a qualidade e a quantidade de bens e serviços colocados na economia doméstica e
na mundial, perfazendo o poder econômico.
A esse respeito, em artigo
publicado na revista Veja, de abril de 2026, “O limite da força bruta”, o
economista Alexandre Schwartsman explica a produtividade brasileira, definida
como crescimento do PIB por hora trabalhada, de apenas 0,17% ao ano, entre 2012
e 2025, conforme dados da PNAD anual e da PNAD Contínua do IBGE e das contas
nacionais. A economia brasileira ficou praticamente estagnada no longo período
em referência.
O ex-diretor do Banco Central, o
Alexandre citado, fez sua análise, citando explicitamente um trabalho do
economista Fernando Veloso, que calculou a evolução do produto por trabalhador
entre 1981 e 2023, constatando que a referida produtividade cresceu apenas 0,2%
ao ano. No período mais recente, antes e depois da pandemia do Covid-19, o
crescimento da produtividade ficou em 0,5% ao ano. A agropecuária teve forte
aumento da produtividade. Indústria e serviços apresentaram produtividade
praticamente estagnada em períodos recentes.
A produtividade por trabalhador é
o PIB dividido pelo número de trabalhadores. A produtividade por hora
trabalhada é o PIB dividido por horas trabalhadas. Alexandre considera a
segunda fórmula mais adequada, principalmente, porque o debate atual no
Congresso envolve projeto de lei de redução da jornada de trabalho. Para os leitores,
qual a implicação da redução da jornada do trabalho na produtividade?
Sendo dados como os de acima
sobre a produtividade crescendo secularmente muito pouco, cerca de 0,2% ao ano;
dados do PISA sobre educação do ensino médio de adolescentes de 15 anos,
praticamente estagnada desde 2015, segundo a OCDE, conforme seu teste PISA; dados
atuais do baixo desemprego formal (o IBGE chama de taxa de desocupação) de
5,3%, segundo recente pesquisa do IBGE na PNAD Contínua do trimestre encerrado
em julho e trabalho na informalidade de mais de 37%; dados do PIB de formação
bruta de capital fixo baixa, de cerca de 16% sobre o PIB. Coeteris paibus.
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