BETS SEGUNDO A LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO
28-09-2026
Conforme a Lei de Acesso à
Informação, o mercado brasileiro das BETS, apostas esportivas e jogos on-line,
entre janeiro de 2025 a junho de 2026, registrou depósitos superiores a R$318
bilhões, em uma média diária de R$582 milhões, segundo também dados do
Ministério da Fazenda. Valores muito expressivos.
A Medida Provisória do dia 25,
passado, proibiu as BETS, seguindo uma regra de transição de curtíssimo prazo.
Elas vinham pagando 12% de receita bruta dos jogos (GGR), depois dos prêmios
pagos, no acumulado, a carga tributária ficaria em 32,8% da GGR. Para 2033,
após a transição da reforma tributária, estima-se em 42% sobre a referida
receita bruta. Em um governo que insiste em elevar a carga tributária a perda é
muto considerável, Não sem motivo que o atual governo regulamentou as BETS,
para também tributá-las. Ademais, proibir os jogos pode ser comparado a proibir
o consumo de cigarros ou de bebidas alcoólicas, como exemplos, mas, não
reduzem, consideravelmente, os vícios, muitos vão para a clandestinidade.
Assim, como certos países desenvolvidos têm encontrado uma solução parcial para
as drogas, de serem altamente taxadas, com certeza, o desestímulo foi enorme,
mas se elevaram as receitas e se diminuíram o consumo.
Segundo a Advocacia Geral da
União, a medida provisória não era insegurança jurídica, o que disseram em
contrário os órgãos defensores de apostas, além de que as BETS, irão ingressar
em juízo, para se ressarcirem das taxas pagas pelas outorgas e ingressarem em
perdas e danos pela insegurança jurídica.
Por sua vez, os clubes esportivos
de futebol têm declarado muitos prejuízos, eles, que nunca grande maioria são
deficitários e que estavam procurando sair dos déficits com os recursos
advindos das BETS. São 20 clubes da série A. Três deles: Flamengo, com 22% da
torcida brasileira, Corinthíans, com 12%, e Grêmio, com contrato há poucos dias
realizado já demonstraram grandes preocupações. No geral, a reação dos clubes
tem sido de forte oposição à proibição total das casas de apostas. A maior
parte dos times de futebol da série A possui contratos de patrocínio com
empresas do segmento e dirigentes afirmam que a interrupção abrupta afetaria
receitas, planejamento financeiro, investimentos em categorias de base, futebol
feminino e infraestrutura, lançando um manifesto conjunto de protestos.
Contratos de parcerias são de risco e poderão ser rescindidos com multas. O
impacto é amplo, além dos clubes, transmissões de TV, placa de publicidade em
estádios e competições com naming rights também afetadas.
O mercado de apostas durante o
ano passado movimentou R$229,5 bilhões, em média mensal superior a R$19
bilhões. A título de comparação, o orçamento do Ministério da Educação de 2025 foi
de R$222 bilhões, segundo o portal Transparência Brasil.
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