CABO DE GUERRA

 

19-09-2026


Uma correção ao artigo de ontem, quando se errou pela linguagem. O certo para o título é “os maiores juros reais do mundo”, aqui dentro praticados.

O assunto econômico mais debatido tem sido a elevada taxa de juros exercida, ainda que venham caindo em lento ciclo de queda. Por trás de todo o processo discursivo está o cabo de guerra entre a política fiscal e a política monetária. Ou seja, existe a incompatibilidade distributiva do governo, conforme demonstrou Mario Henrique Simonsen, em seu livro Macroeconomia. O modelo usado por ele é de uma economia fechada com três setores: famílias, empresas e governo.

A política fiscal é expansionista, exercida como um balanço. Os ativos são as despesas ou custos federais. Os passivos são os financiamentos, feitos por tributos e alienações de bens e recebimentos de dividendos. Dentre os ativos existem os enormes custos não reprodutivos e os pequenos investimentos. Algo como 95% de gastos engessados e 5% de investimentos prováveis do orçamento federal aprovado.

A política monetária é restritiva, mediante elevadíssimas taxas de juros, que enxuga o dinheiro em circulação. Daí o cabo de guerra.

Quando se inclui o setor externo, exportações deprimidas por sobretaxas dos EUA e importações caras, devido principalmente aos efeitos dos aumentos dos preços das commodities, pelas decorrências das guerras que ocorrem no globo. 

Em consequências, o setor de comércio e serviços, o chamado setor terciário, têm baques. Em observações pelos centros comerciais de muitas cidades existem fechamentos de empresas. O setor industrial se contraindo há 21 semestres seguidos, conforme as pesquisas da CNI. Só se salvando o setor agropecuário, devido ao agronegócio em expansão.

Em resumo, a previsão da economia é de crescer cerca de 1,9% neste ano, segundo especialistas do mercado financeiro, referidos pelo informativo semanal Focus.  

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