CRESCIMENTO CONTINUA TRAVADO
29-09-2026
Na década de 1970, o País cresceu
a uma taxa média superior a 10%. Em 1973, a 14,3%. Nunca tinha havido este
incremento do PIB. O Brasil saltou em PIB para estar entre os maiores do mundo.
Deu-se o primeiro choque do petróleo. Isto não reduziu o ritmo da economia,
visto a vir com enorme impulso. Porém, no final de 1979, houve o segundo choque
do petróleo. O crescimento se arrefeceu de repente e a economia foi jogada em
recessão prolongada, a partir de 1980. Desde então, passou a crescer baixo e o
máximo que conseguiu foi uma taxa média anual de 4%, no período em que houve
superávit primário: 1998 a 2023. No entanto, desde 2014, quando no governo dito
progressista, de Dilma Rousseff, afastada pelo Congresso, por crime de
responsabilidade fiscal (voltando, em 2023, com o “prêmio” de presidente dos
BRICS, ganhando cerca de R$300 mil mensais, morando na China, mais mordomias). Porém,
de 2014 a 2016, o Brasil passou a ter 11 trimestres seguidos de recessão, senão
o maior, um dos maiores retrocessos da história. De 2014 até este 2026, os
déficits primários retornaram, travando o crescimento brasileiro, visto que o
País não tem recursos suficientes para os investimentos fundamentais em
infraestrutura, além de continuadamente ter recorrido ao endividamento público
crescente, os quais jogam para cima as taxas de juros, inviabilizando tomar
dinheiro tão caro para a produção e capital de giro, visto o crescimento muito
pequeno da demanda por consumo e por crédito (quem tem condições de pagar juros
de 14% ao ano, mais demais encargos de
crédito?).
Ademais, o mundo atravessa há
aproximadamente cinco anos, uma guerra entre Rússia e Ucrânia e cerca de 7
meses, assim como uma guerra no Oriente Médio, desde final de fevereiro de 2026,
as quais exportam prejuízos para a humanidade, sem prazo de acabar. A
propósito, na reunião anual da Organização das Nações Unidas, na semana passada,
EUA e Irã declararam que poderiam fazer um acordo. Os preços dos barris de
petróleo começaram a cair para menos de US$100.00. Entretanto, os EUA rejeitaram a proposta de
nova trégua do Irã, de seis dias, ameaçando voltar os bombardeios generalizados.
A consequência imediata foi de elevação dos preços dos barris do petróleo,
novamente, em direção a US$110.00.
Em síntese, crescimento econômico
continua travado, há muito tempo, pelos déficits públicos e crescente
endividamento e o Brasil tem permanecido de costas para o futuro, sem ter um
plano econômico estratégico de longo prazo. Na história desde 1956, teve planos
de desenvolvimento, tais como o Plano SALTE, o PAEG, o PED, o PAEG, o I PND, o
II PND, o II PND, o III PND. No entanto, depois dos anos de 1980, quando a inflação
caminhava de dois dígitos para três dígitos e quatro dígitos, o governo passou
a fazer programas de estabilização, a saber: Plano Cruzado, Cruzado II, Bresser,
Verão, Collor, Collor II e, finalmente, o Plano Real e, este, está até hoje.
Grande novela de1956 a 1994.Fazer plano, então, no País, tem sido uma
impossibilidade fazê-los. No livro de Paulo Brito “Planos Econômicos e Políticas Econômicas Básicas”, Editora
Atlas, várias edições, encontra-se descrições dos Planos.
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