ESBOÇO DE POLÍTICA ECONÔMICA DE CANDIDATO

 

16-09-2026


Daqui a 17 dias serão realizadas eleições majoritárias no País, provável primeiro turno. A propaganda dos candidatos se vê na mídia televisava, escrita, no rádio, nas redes sociais, em reuniões, com sindicatos patronais e de empregados e muitos outros fóruns. Os dois candidatos mais bem colocados nas entrevistas são o atual presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. A política econômica de Lula é de continuidade da atual, por todos conhecida, de forma falada e escrita. A do senador Flávio está sendo esboçada e foi objeto de divulgação no seminário da Esfera Brasil, entidade que realiza encontros, debates e sugestões, originária do Baco Santander, um dos maiores bancos no Basil e no mundo.

No dia 14, passado, Daniella Marques Cosentino, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, é uma das principais responsáveis pela área econômica de Flávio Bolsonaro. Graduada em Administração de Empresas pela PUC-Rio e com Mestrado em Finanças pelo IBMEC, expôs um esboço do que poderia ser a política econômica de Flávio. Trabalhou diretamente com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, de 2019 a 2022, sendo também secretária especial de produtividade, emprego e competitividade. Em 2022 se tornou presidente da Caixa.

Declarou ela que, no caso de Flávio ser eleito, a política econômica será inspirada nas medidas adotadas por Javier Milei, atual presidente na Argentina. Assim, declarou: “O Milei é um ótimo exemplo em termos de voltar a ter capacidade de investimento, redução das burocracias em impostos. A taxa de juros compete ao Banco Central e para o BC poder fazer o trabalho dele na redução da taxa de juros, precisa de um governo que seja responsável com as contas. Quem não cuida das contas, não cuida das pessoas, então a gente vai focar em botar as contas no azul, pra que se permita que haja redução dos juros no Brasil.”

Dentre os comentários que se fizeram ontem, na internet, a Revista Fórum, identificada com o governo de Lula, refere-se a que “Trata-se de um programa econômico baseado em forte ajuste fiscal, redução do tamanho do Estado, cortes de gastos públicos, desregulamentação da economia e diminuição dos subsídios”.  Depois coloca uma série de consequências, que aqui não se comentará, visto que o propósito deste artigo tem sido de uma lauda diária.

Assim, sob o ponto de vista da política econômica, a primeira é ortodoxa, de direita, identificado com o liberalismo. A segunda é heterodoxa, de esquerda, identificada com o paternalismo e com o estado forte e dominante. O assunto é para debates. O fato é que as duas versões têm variantes e derivadas. O autor aqui se identifica com aquela versão do mainstream. Ou seja, uma política econômica que leve em conta o planejamento estratégico, à semelhança do que faz a China com seus planos quinquenais, desde os anos de 1980. Quem fez isto no Brasil foi JK, de 1956-1961, mediante o Plano SALTE.  A sugestão é de que seria uma versão atualizada.

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