FALTA DE CONFIANÇA INDUSTRIAL

 

17-09-2026


A Confederação Nacional da Indústria (CNI), baseada na Avenida Paulista, prédio portentoso e de histórica arquitetura agressiva para a referida avenida, onde está também instalada a poderosa Federação da Indústria do Estado de São Paulo (FIESP), sendo o CNI entidade criada em 1931, no início da ditadura de Getúlio Vargas, a qual durou 15 anos. O prédio não existia quando a FIESP foi criada. O terreno foi adquirido em 1967, a obra começou em 1970 e foi inaugurada em agosto de 1979. Símbolo do poder industrial até hoje. Desde início de 1970 que a CNI realiza a Pesquisa Mensal da Indústria (PMI), orientando os diferentes segmentos industriais para geração de valor agregado. A primeira série da PMI teve início em 1971, com 110 produtos e cerca de 1.000 informantes. Posteriormente, tornou-se a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física do IBGE (PIM-PF). Hoje, na estrutura da pesquisa existem 1.042 produtos acompanhados no total, sendo 789 produtos que compõem o índice da indústria nacional (Brasil) e outros 253 produtos que são utilizados nos indicadores regionais. São acompanhadas 8.596 empresas, correspondendo a aproximadamente 12.000 unidades locais. A amostra representa cerca de 85% do Valor da Transformação Industrial (VTI), utilizado como referência.   

 A CNI veio a público ontem informar que o setor fabril completou 21 meses consecutivos sem demonstrar confiança na economia e na produção industrial, sendo o maior intervalo desde 2015, época de forte recessão de 11 meses (do primeiro trimestre de 2014 ao último de 2016). A referida prolongada desconfiança reflete o aumento das preocupações dos empresários industriais com relação as contratações e aos investimentos de curto e médio prazos.

A pesquisa, divulgada no dia 14 deste indica que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) manteve-se abaixo da linha divisória de 50 pontos, na escala zero a 100, pelo 21º mês seguido, atingindo 44,9 pontos em setembro, o menor patamar desde o primeiro trimestre de 2015. Tal desempenho reforça o pessimismo em elação às condições atuais e as perspectivas futuras do setor industrial e da economia nacional.

Conforme as contas nacionais do IBGE a participação da indústria no PIB, no pico, ocorreu em 1985, quando alcançou 35%. A participação mínima foi em 2020, quando caiu pra 11,2% do PIB, em plena pandemia do covid-19. Em 2025, a mais recente participação, estava a indústria em 13,7% do PIB.

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