GUERRA SE INTENSIFICA E PETRÓLEO SOBE
15-09-2026
A guerra no Oriente Médio entre
EUA e o Irã tem como corolários as escaramuças entre Israel e o Hezbollah e a
intensificação de bombardeios por drones do Irã na Arábia Saudita, no Yemen e
em navios que tentam ultrapassar o estreito de Ormuz, interrompendo importante
fornecimento de oleoduto leste/oeste saudita. As preocupações com o
abastecimento fizeram os preços do barril de petróleo subirem, acima de US$107.00,
em direção ao pico de US$120.00, marca alcançada no pior momento da guerra. Com
o oleoduto fora de serviço, o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, somente tem
petróleo para escoar de cinco a sete dias.
Os houthis do Yemen, aliados do
Irã, chegaram à Ilha de Perim, avançando, para controlar o estreito de Bab al
Mandeb, importante rota de petróleo, por onde passam de 4% a 5% do petróleo
exportado. Os houthis também atacaram
províncias da Arábia Saudita.
Na Ucrânia, a Rússia intensificou
os ataques, em uma guerra que já dura mais de quatro anos. Dela também advém
efeitos inflacionários. A paz cada vez mais distante, em uma guerra feita principalmente
com máquinas e uso de IA.
Depois do fracasso da tentativa
de paz no Oriente Médio, em junho, os países da região procuram convocar uma
reunião, para um acordo, mas, sem sucesso.
Enquanto os preços do petróleo
sobem no mundo, as projeções semanais das medianas de cerca de 100 instituições
do mercado financeiro apontam para uma redução da inflação para este ano, a
4,50%, dentro do teto da meta mais o centro dela de 3%, perfazendo os 4,50%. Os
efeitos da inflação importada, pelos aumentos dos preços das commodities, tem
sido contrabalançado aqui pelos subsídios aos combustíveis, para redução de
preços deles.
Já para o PIB, a estimativa é de
que caia ainda mais, indo a previsão agora para 1,89%. A estimativa para a
SELIC continuou em 13,75% para 2026 e de 12,00% no final de 2027. A previsão
para o dólar no final do ano permaneceu em R$5,20. Para 2027, R$5,28. Para
2028, R$5,30.
Os dados acima projetados não
expõem as dificuldades do risco fiscal, já que vem operando o governo com déficit
primário e, em crescimento da dívida pública, já superior a 82% do PIB e em
direção a 100%. A situação de aperto tem feito com que o governo aumente a
carga tributária, já superior a 32%. Ou seja, o governo se apropria de cerca de
um terço do PIB, o que imobiliza parcialmente a atividade econômica, tendo como
resultado final o baixo crescimento da economia.
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