MAIOR JUROS REAL DO MUNDO
18-09-2026
Após a reunião desta semana, que
se realiza de 45 em 45 dias, visando examinar a taxa básica de juros da
economia, a SELIC, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM),
reduziu a SELIC de 14,00% para 13,75%. Como se sabe, a SELIC acompanha o
sentido positivo ou negativo da inflação. No caso, a inflação brasileira tem
baixado neste ano e tem convergido e já está dentro do teto da meta fixada pelo
CMN. No entanto, quando se verifica a taxa real de juros, que é a taxa nominal,
descontada a inflação, a SELIC contém a maior taxa real de juros do mundo.
Por que isto? A principal razão é
para remunerar bem os rentistas, que ficam muito mais na órbita financeira, em
detrimento da órbita produtiva, além dos bancos atenderem à busca voraz do
Estado, visando alimentar a dívida pública. Ademais, atrai também capitais externos,
em busca de maiores remunerações internacionais. Em consequência, com o baixo
investimento é baixa também a taxa de crescimento do PIB. Isto não é bom para
todos, produtores, consumidores, o próprio governo endividado, ganhando os
rentistas e os financistas.
O corte da SELIC já era esperado.
A análise doravante é de que, até o final do ano, poderá haver uma pausa do
corte ou dois cortes mais da SELIC de 0,25% cada. O COPOM reconhece desaceleração, mas não
indicou novos passos das reuniões.
O cenário externo continua
incerto, devido às guerras no Oriente Médio, da Rússia com a Ucrânia, que
pressionam os preços das commodities para cima e eleva a inflação. Não foi sem
motivo que o comitê do Banco Central dos EUA elevou em 0,25% as taxas básicas
de juros, variando de 3,75% e 4,00%. Lá, a inflação tem tendência de alta. No
mundo existe volatilidade dos ativos e se exige cautela.
No Brasil os indicadores são de uma
desaceleração gradual da atividade econômica. A inflação também desacelerou,
mas continua acima da meta de 3%. As expectativas do informativo Focus é de que
a inflação de 2026 seja de 4,9%. A de 2027, de 4,3%. A inflação brasileira tem
desacelerado pelos subsídios dados pelo governo para baixar os preços dos
combustíveis. Não se sabe se permanecerão por quanto tempo e por quanto tempo
os preços dos barris do petróleo estarão tão altos.
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