BOLSA E CONFIANÇA EMPRESARIAL
03-09-2026
Por que a bolsa de valores
brasileira subiu no mês passado 5,03%, fechando em mais de 186 mil pontos, enquanto
na mesma etapa da pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, que calcula o indicador
de confiança empresarial recuou 1,2%, indo aos 89,3 pontos. A maior queda
ocorreu no comércio, com 2,9 pontos; indústria, 2,4 pontos; construção civil,
1,4 ponto, em serviços, 0,9 ponto. Nas médias móveis trimestrais todos os
setores produtivos estavam em trajetórias declinantes?
Nos dois primeiros pregões de
outubro já acumulou 3,20%, chegando a mais de 192 mil pontos. Ou seja, em pouco
mais de um mês, acumulou ganho de 8,29%. No ano passado, o ganho da bolsa foi
de 34%. Asim, o ganho acumulado aproximadamente, desde 2025 é de 60%.
A resposta mais simples é aquela
a de que nas bolsas de valores todas as empresas são sociedades anônimas de
capital aberto. Vale dizer, de capital pulverizado, podendo ter milhões de
acionistas. Em tese, devem ser lucrativas. Outras respostas subjacentes são
aquelas relativas ao alto grau de especulação nas bolsas, as corporações sempre
estão com unidades em implantação de várias plantas e que só dão resultados no
longo prazo, além do fato que devem ser bem lucrativas, para atrair o público
investidor.
Quanto à política econômica, os
empresários acreditam que a política monetária considera que o Banco Central
continuará conservador, assim mesmo, restritivo, havendo lei nacional que o
tornou independente do governo, seguindo ortodoxamente no controle
inflacionário; que a política cambial continuará atraindo capitais externos,
visto as elevadas taxas de juros praticadas; é só observar que a balança de
capitais do País tradicionalmente tem sido positiva; quanto à política cambial
esta é de valorização da moeda brasileira. Ademais, tem uma frase dos especialistas
de bolsa de valores, de que a bolsa sobe no ato e cai no fato. Se for vista a
situação, a bolsa subiu no ato, visto que os dois candidatos da política
presidencial se dizem, um, de direita, conservador; outro, de esquerda,
progressista, mas o Lula sempre teve um discurso dito progressista, no entanto,
foi conservador nos seus dois primeiros mandatos, na política econômica. Disse
que iria taxar mais ainda os lucros dos bancos e nunca os bancos foram tão
lucrativos como nos seus três mandatos. É somente ver que o seu policy maker
mais importante fora Henrique Meirelles, banqueiro conservador, na condução do
Banco Central, nos seus dois primeiros mandatos, que deu as cartas da política
monetária. No terceiro mandato, ele já encontrou o banco central independente e
nada pode fazer para manipular as taxas de juros como pretendia e seu governo
atual, que está terminando com um voo de galinha, enquanto nos seus dois
primeiros mandatos a economia teve um voo que se aproximou de um voo de águia.
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