“É A ECONOMIA, ESTÚPIDO”
06-10-2026
No primeiro turno das eleições
presidenciais, Flávio Bolsonaro saiu na dianteira, na frente da Lula da Silva,
com mais de 56 milhões de votos, superando Lula em 2 milhões e 250 mil votos. Haverá
o segundo turno no próximo dia 25. As urnas revelaram insatisfação com a
economia do País. E isto não é genérico. O País tem a maior taxa de juros do
mundo, isto porque o governo tem expressivos déficits primários e vai ao
mercado tomar dinheiro emprestado para cobrir o rombo. O orçamento vem sendo
engessado, mais de 95% de despesas obrigatórias, não havendo espaço necessário para
a realização de investimentos em infraestrutura, ficando buracos para a saúde,
educação, saneamento e segurança. O índice de desemprego aberto, de 5,3% é
mascarado e, o povo sabe disso, visto que somente inclui aqueles que dizem
procurar emprego, “esquecendo” o IBGE de considerar aqueles encostados no
Programa Bolsa Família e no INSS, que poderiam trabalhar e não querem, querem
somente benefícios, além dos desalentados e aqueles que não declararam que não querem
emprego. A inflação vem sendo “escondida” pelos subsídios aos combustíveis.
Mesmo assim está elevada. Há muitos outros pontos de deficiência. Enfim, a
economia vem fazendo “voo de galinha”, a economia vem se desacelerando e é
esperado crescimento econômico deste ano menor do que 2% e menor ainda em 2027,
por exemplo 1,4%, conforme o mercado, de cerca de 100 instituições financeiras
consultadas semanalmente pelo BC. O desempenho de Flávio se deve à defesa dele
de que tem de ser feitas mudanças estruturais.
“É a economia, estúpido”. Esta
foi a frase criada por James Carville, estrategista da campanha de Bill
Clinton, na eleição presidencial de 1992. Compôs um cartaz na sede da campanha
de Clinton. Funcionou muito bem e Clinton ganhou as eleições perante George W.
Bush. Lula defendeu “mais do mesmo” e os eleitores não gostarem disso. Na
verdade, ele não teve nenhum plano estratégico e a população aguarda isto dos
gestores. Flávio tem uma “cartilha” e em outra oportunidade será referida aqui,
intitulada “Para o Brasil Vencer o Atraso”. Mas, vem aí o segundo turno, quem
sabe em quinze dias não façam um plano estratégico de desenvolvimento,
convençam os eleitores e ganhem as eleições. Nada é fácil.
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