O BUSILIS DA POLÍTICA ECONÔMICA
19-10-2026
No confronto entre os dois
candidatos à presidência da República, a interpretação da economia política de
cada um deles leva as suas conhecidas propostas ainda vazias de política
econômica. O exame aqui continua técnico, não tomando parte em nenhum dos
lados. No entanto, o que interessa é que o busílis da política econômica está
definido. Ou seja, o “x” da questão está na política monetária, resumidamente,
expressa na taxa de juros do sistema econômico. Ambos os candidatos concordam
que a taxa de juros deve ser bem menor, ao ponto de viabilizar a atividade
econômica. Agora, como chegar lá eles não dizem direito como fazer, enquanto
isso, o boletim Focus, informativo semanal do Banco Central desde o ano 2.000,
precifica que, a mediana para a inflação oficial continua com a previsão de
5,22% em 2026. A estimativa está 0,72% acima do teto da meta de 4,5%, que
inclui o centro da meta de 3,0% e viés de alta de 1,5%, fixadas pelo Conselho
Monetário Nacional. A estimativa da inflação para 2027 subiu de 4,30% para 4,32%.
Assim, o Banco Central continuará mantendo os juros básicos acima de 13%, para
combater a inflação, conforme ortodoxia reinante.
A mediana do relatório Focus para a SELIC no
fim deste ano continua em 13,25%. Para 2027 continua em 12%, pela 18ª vez seguida.
A mediana para o PIB de 2026, caiu de 1,85%
para 1,83%. Já para 2027 caiu de 1,40% para 1,32%.
A mediana para a cotação do dólar
se reduziu de R$5,15 para R$5,13 em 2026. Para 2027 também se reduziu de R$5,26
para R$5,22.
Em resumo, pelo menos, desde o
início deste ano, que as estimativas constantes do relatório Focus não são boas
para a economia brasileira. Aliás, tem piorado.
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