OFERTA RESTRITA DE DIESEL ATÉ 2027

 

15-10-2026


A Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês) veio ontem a público informar que a oferta de diesel no mercado internacional ficará restrita até 2027. Historicamente, anterior ao início de 2026, os transportes de caminhões a diesel, dos veículos automotivos a diesel e até os de biodiesel, pelo incremento da demanda, vinham sendo mais baratos do que a gasolina, em termos relativos. Porém, depois da guerra reiniciada com o Irã, a partir de 28 de fevereiro deste ano, que tinha data para acabar em poucos meses, está se prolongando em cerca de oito meses, na hipótese mais ampla, até o final do governo de Trump, por mais dois anos, ou mais de um ano, até 2027, conforme prevê o referido IEA. Em consequência os preços dos combustíveis continuam em patamar superior a cem dólares, a inflação mundial elevada e, para combater a inflação dos EUA, o Federal Reserve já elevou a taxa básica de juros e anunciou que a elevará ainda outra vez neste ano. Os bancos globais estão prevendo baixo crescimento, tanto para o Brasil como para o globo, à exceção da Índia e da China, que poderão crescer acima de 4% neste exercício.

A ironia é que até bem pouco tempo os veículos a diesel eram imbatíveis. Ou seja, tinham o combustível mais barato e os citados veículos eram mais valorizados. Hoje ocorre o contrário. Os preços dos usados, seminovos, estão bem baixos e, os novos, estão difíceis de vender.

Segundo o IEA, a escassez de diesel foi intensificada pela guerra com o Irã, importantes rotas de abastecimento internacionais foram reduzidas, diminuíram-se os estoques estratégicos em diferentes países e, por consequência, o fornecimento de diesel ficará bastante apertado até 2027. Ademais, o Oriente Médio e a Rússia, em resposta as duas guerras em curso, continuam fortemente racionando as exportações de diesel.

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