PROIBIR NÃO É PROTEGER

 

16-10-2026


O Flamengo, em jogo contra o Santos, nesta semana, estendeu faixa no estádio, de que “proibir não é proteger”. Jogo clássico, que terminou empatado em 2 x 2, sendo uma resposta relativa a Medida Provisória (MP) do Governo Federal, que proibiu as casas de apostas, chamadas de BETS, de continuarem atuando no mercado de jogos esportivos brasileiros, principalmente, patrocinando 20 clubes da Série A de futebol.  O Flamengo é o maior time do País, com 22% da torcida brasileira, também, o de elenco de atletas mais caros. Em segundo lugar, vem o Corínthians, com 11% da torcida brasileira. De uma maneira em geral, todos os citados 20 clubes esportivos protestaram sobre a proibição, visto que as receitas obtidas com propaganda contribuíam para financiar as atividades esportivas deles, de uma forma em geral. A MP tem prazo de 120 dias, podendo ser reeditada, até ser pretensamente aprovada, como aconteceu com o Plano Real, reeditado por 11 vezes e “que venceu pelo cansaço” e porque era bom mesmo. Tem mais de trinta anos. Porém, a atual MP é uma incógnita. Ela foi editada com base em que as pessoas mais simples, principalmente, do Programa Bolsa Família estavam desviando dinheiro do consumo da família para jogos em plataformas on line. Como se isto fosse impedir de que eles continuem jogando nas plataformas ilegais. Ou que deixassem de jogar nas 17 loterias da Caixa Econômica Federal, que faz a jogatina oficial, além de outras empresas privadas, tais com as redes de TV, além do jogo do bicho, de amplo espectro, que é contravenção e se joga livremente nas praças e ruas de todo o País.

Jogar é uma opção pessoal. Proibir é a mesma coisa de conduzir para a economia informal ou marginal. O importante seria educar. Porém, a educação, no dizer de Ibrahim Sued, famoso colunista do jornal O Globo, já falecido, de que “a educação é uma vergonha nacional”. Continua sendo, embora muito se fale e poco se faça. Afinal inúmeras estatísticas nacionais, principalmente do MEC, e internacionais, como as da Organização par Cooperação e Desenvolvimento Econômico, congregando mais de 60 países, comprovem isso. 

Enfim, proibir as BETS é um “tiro no pé”. Melhor regulamentá-las, esclarecer melhor e, como se faz com as bebidas e com os cigarros, cobrar impostos mais elevados. A exemplo das drogas, se for o caso, descriminalizar.

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