REFORÇO DO GRUPO DE ATAQUE
04-10-2026
O assunto da guerra no Oriente Médio
tem sido recorrente, visto que: 1) traz prejuízos às nações mundiais, ocasionando
redução da oferta de petróleo e de derivados, sendo as consequências imediatas
as irradiações nos níveis gerais de preços globais; 2) não tem hora para acabar,
vivendo de ameaças de que haverá intensificação ou recuo; 3) são muitos os
atores, sendo os principais os EUA, Israel e o Irã; no entanto, a comunidade árabe
como um todo está envolvida, entre oriente e ocidente, norte, sul, leste,
oeste.
Dessa forma, o teatro da guerra
no Oriente Médio está recebendo um novo grupo de guerra de porta-aviões dos
EUA, indo juntar-se a dois outros grupos já existente lá. Trata-se do maior
conjunto de guerra em operações miliares no Oriente Médio, desde 2003, quando
houve o ataque americano ao Iraque, que depôs o regime político de Saddam
Hussein e os EUA mantiveram tropas lá por 23 anos, somente, saindo agora e sem
explicar os motivos. Mas, não sem motivo, os EUA estão reforçando os seus
grupos militares na região, o que pode indicar recrudescimento do confito
bélico, principalmente dirigido ao Irã. O próprio presidente Trump já declarou que
uma “civilização inteira” poderia desaparecer. Um exagero brutal, que mostra
sua ira e ele está em menos de dois anos de mandato.
O grupo de ataque do porta-aviões
Theodore Roosevelt partiu de San Diego, na Califórnia, em direção ao Oriente
Médio. Juntar-se-á ao conjunto nuclear do porta-aviões Nimitz e do conjunto do navio
almirante Carrier.
Por que se coloca aqui esta
questão recorrente? Em artigo anterior já se evidenciou a relação
custo/benefício dos efeitos da referida guerra e está tem parecido ser desfavorável
ao Brasil, visto que os efeitos de restrições das ofertas, principalmente, de combustíveis
e de fertilizantes, que têm irradiações nos preços em geral, para cima, as
quais também tem implicado em desaceleração da economia, não obstante o bom
desempenho produtivo e exportador da Petrobras, contribuindo para o PIB. Porém,
o Brasil exporta o petróleo pesado e importa o petróleo leve e vem as
consequências nos níveis de preços e em desdobramentos.
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