SONDAGEM DO MERCADO DE TRABALHO
17-10-2026
A Sondagem do Mercado de Trabalho
da Fundação Getúlio Vargas (FGV), através do Instituto Brasileiro de Economia
(IBRE) começou em agosto de 2022 e foi lançada em 6 de dezembro de 2022. A
pesquisa principal é mensal, com cerca de 2 mil pessoas com mais de 14 anos em
todo o Brasil. Já os indicadores de qualidade do emprego têm sido divulgados,
mensalmente, desde julho de 2025, com base em médias móveis trimestrais, cujo
resultado do último trimestre, relativo a setembro de 2026, demonstrou que a
maior parte dos entrevistados, cerca de 58,8% deles, mostraram que está “difícil”
ou “muito difícil” conseguir arranjar um trabalho neste momento. Por seu turno,
23,1% disseram que estava “fácil” ou “muito fácil” conseguir trabalho, enquanto
18,1% informavam que estava “normal”.
Por ser uma pesquisa
relativamente recente, ainda há limitações para comparar seus indicadores de
qualidade de emprego com períodos históricos mais longos. Não entrou em detalhes o IBRE, mas, com
certeza, as revelações dos indicadores do PIB pelo IBGE e pela prévia mensal do
Banco Central do IBC-Br estão demonstrando que a economia brasileira tem
desacelerado desde o início deste ano. Ademais, está muito baixo o indicador do
desemprego aberto, divulgado pelo IBGE, de 5,3%, denotando a dificuldade de mão
de obra não qualificada ou semiqualificada, de conseguir emprego, visto que a mão
de obra mais procurada tem sido a que tem mais intensidade em capital humano,
visto que o mercado de trabalho tem muitas restrições de fornecer o referido
tipo de mão de obra.
Na comparação com setembro de
2025, aqueles que apresentaram “dificuldades” para conseguir trabalho se elevou
de 1,4%, enquanto a parcela considerada “fácil” avançou 3,1% e a avaliação
considerada “normal” recuou 4,6%.
Projetando os próximos seis
meses, os 58,8% dos entrevistados informaram que a situação ficaria estável,
6,4% acima do que fora observado um ano antes. Entretanto, 31,3% disseram que o
mercado de trabalho tende a “piorar” ou “piorar muito”, sendo queda de 8% na comparação
anual.
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